• finestrino

USS Midway Museum, San Diego

Já falei um montão da Califórnia e de várias cidades de lá, e aina não falei nada sobre carmem San Diego! Pra compensar essa gafe, escolhi um dos passeios mais legais que fiz por lá, o USS Midway, um antigo porta aviões de guerra que hoje em dia é um baita de um museu.


Algumas leitoras podem achar que esse museu é para homem e que não vão gostar, mas eu digo veementemente que ele é muuuito legal e você tem que ir. Eu não entendo muito dessas coisas também, não sei a diferença de um avião pra outro e muito menos sei horrores sobre a guerra, e mesmo assim adorei a visita.


O museu é o próprio navio porta aviões, que já é bem bacana de ver. O USS Midway é enorme (era o maior do mundo até 1955) e já esteve em 3 guerras, uma delas (a última) foi a do Vietnã. O último avião vietnamita abatido pelos EUA, foi ato dele. Foram um total de 47 anos de trabalho e hoje em dia fica tranquilinho na baía de San Diego. A entrada do USS Midway custa U$ 19 e por sorte logo que chegamos a bilheteria estava vazia, nem pegamos fila. A porta principal fica ao lado direito da bilheteria, e todo o passeio começa na parte do meio do navio. Logo na entrada recebemos um áudio guia (com opção em português) que facilita a compreensão de todo o trajeto.

Já ali dá pra ver que o USS Midway é enorme, pois já damos de cara com vários aviões. Nessa parte eles são menores, e alguns tem só um pedaço da cabine. O mais legal: dá pra entrar em alguns!

Pensa em uma coisa desconfortável. Essa coisa é esse aviãozinho. Muito apertado, difícil de entrar e com mais botões do que chineses na China. O mais “interessante” é que muitas vezes os pilotos aprendiam a pilotar o avião na hora do vamovê mesmo. Colocavam os soldados lá dentro e se vira! Não consigo imaginar o que devia ser isso, só sei que quem pilotava um treco desses, era genial.

Ainda ali no meio, tem um simulador de voo. Esse é pago a parte, cerca de U$ 10. Por um lado fiquei com vontade de ir pra ver como era, mas por outro, vi gente ali dentro e como a cabine se mexe loucamente, e preferi prezar pelo meu bem estar no resto do dia. Aviso: o brinquedo é bem intenso.


A próxima parada do USS Midway é o andar de cima, onde fica a pista de pouso e decolagem propriamente dita. O espaço é gigantesco para nós mortais, mas pensa que para um avião sair e voltar, a pista é bem curtinha. Lá em cima tem de tudo: aviões, aviõezinhos, helicópteros…

Achei legal que tem antigos pilotos de guerra que ficam zanzando por lá e contando causos da guerra e como era pilotar e controlar tudo quando o USS Midway ainda estava em ação. É tudo trabalho voluntário deles. Tem uns beeeem velhinhos, já com dificuldade de falar.


A terceira parte do passeio é na torre de comando e dependências dos chefões e controladores de voo. O espaço para subir/descer dali é muito apertado. Fiquei imaginando como seria correr por ali em um momento de extrema urgência. Fácil não era mesmo!


Ainda nessa parte, vamos até a cabine do comandante do navio. Aqui o espaço é maior, mas antigamente não tinha GPS e nem Google Maps, as coordenadas eram dadas de acordo com as estrelas e bússolas muito antigas.

A quarta e última parte do tour pelo USS Midway é lá pra baixo, nas dependências dos funcionários e quarto dos pilotos. O navio é gigante, tem muita coisa. São muitas cabines, refeitório imenso, cozinha imensa, sala de costura, lavanderia… é uma mini cidade marítima de guerra. Eu com certeza me perderia por ali, são muitos caminhos, canos e portas. Na hora do desespero, nada fácil. Nesse passeio eu só não me perdi porque todas as áreas eram numeradas para poder bater com o áudio guia, então é só seguir a numeração pra chegar até o final.

No fim, o passeio que é típico de meninos, virou sensação para todo mundo. Ainda não li e nem ouvi ninguém dizendo que foi conhecer o USS Midway e não gostou. #ficadica

0 visualização
  • Facebook - Grey Circle
  • Instagram - Grey Circle